segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Minhas impressões da Suécia II

Hoje minha aventura aqui nessas terras foi tentar encontrar um condicionador decente pro meu cabelo que é muito bonitinho mas também ordinário, como diria Nelsinho...
Fui eu, toda bonita, pro Triangeln...um shopping aqui perto de casa que tem as lojas mais sem graca que eu já vi na vida. Com excecão da H&M, da qual sou fã de carteirinha, e de uma com uns casacos maravilhosos!
Eu estava toda feliz achando que a linha comercial da Schwarzkopf chamada Gliss iria dar jeito no meu cabelo, mas é claaaaaaaaro que não rolou! Enquanto as brasileiras tentam reduzir o volume dos cabelos, as suecas tentam aumentar! Um inferno!
E eu? O que vou fazer? Vou a uma afroshop, claro! Afroshops são assim chamadas por aqui porque têm produtos para negros (e um monte de porcaria também), fui pra lá achando que ía me encontrar...nada disso!
Nas afroshops tem é muita porcaria! Pelo menos nas que eu já fui até hoje. Eu entro e compro qualquer coisa que os vendedores me empurram porque morro de medo deles! Pois bem, comprei um bendito de um negócio lá que eu achei que serviria como condicionador, como me empurrou a vendedora. Cheguei em casa e fui testar. Nada serve...e ainda tive que aguentar meu namorado me dizendo que me avisou desde o início que eu forco muito a barra pra dizer que sou negra!
Sou sim, uai! Metade!
Metade uma coisa e metade outra!
Aqui na Suécia é assim, eu olho pro lado e não vejo mulatas como eu...só tem gente com pedigree!! Nada de vira-lata que nem eu!
Mentira!
Tem mulata sim!
Em outdoor, na TV, ou em propaganda! Mulata que nem eu, aqui, só modelo! Pior que no Brasil...não passariam de bonitinhas, ou sei lá...e aí eu achei muito engracadinho e comecei a me indignar com esse negócio. Por que é que aqui meu padrão estético é de modelo e no Brasil não sou nada demais? Racismo, claro! Na minha cabeca só poderia ser!
Quando vem minha sogra em toda a sua simplicidade de fadinha e me convence:

- As pessoas gostam muito da aparência que é o oposto da que elas têm...

Sim, sogrinha...é verdade...as coisas às vezes são mais simples do que a gente quer pintar!
E mais uma vez...vitória da simplicidade!

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